quarta-feira, 25 de maio de 2011



Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

Frases do Paulo Freire


"As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las”

“A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.”

“Acerte em tudo que puder acertar. Mas, não se torture com seus erros”


“Perdoe seus inimigos, mas não os confunda com um amigo.”


“Escuta o teu coração, ele conhece todas as coisas; pois onde ele estiver, é onde está o teu tesouro.”

“O maior de todos os pecados: o arrependimento.”

“Haja hoje para tanto ontem”

“ Me enganei com os brilhos nos teus olhos, era apenas o reflexo dos meus.”

“Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo.”

“A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.”

Primeiros trabalhos

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho.
Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.
Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, no mesmo ano , realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.
Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.
 Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.
Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.
Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas de 1988, iniciando-se a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.
Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida desde a infância era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.
Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.
Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações em uma operação de desobstrução de artérias.

Pedagogia da Autonomia


Capítulo 2  ENSINAR NÃO É TRANSFERIR CONHECIMENTO

No capitulo 2, Paulo Freire defende que ensinar não é transferir conhecimento, entendemos que ensinar é a troca de idéias entre professor e aluno, pois quando há o ensinamento não está transferindo algum, e sim havendo uma  trocar, onde ocorre a troca de idéias e consequentemente atribuir conhecimento.
Por isso que não adianta o professor apenas passar informação, conteúdo ao aluno e sim fazer com que o aluno aprenda a utilizar o conteúdo passado com métodos e técnicas que tem que ser desenvolvidas pelo professor.
O professor não deve transferir o seu conhecimento, de modo que sua opinião sempre prevaleça, como se ele tivesse sempre razão, mais sim ajudar o aluno no dia a dia tal como, no desenvolvimento, na construção de suas idéias para que assim o aluno possa criar seu caminho no processo de aprendizagem.
O professor deve entra em uma sala de aula sempre preparado ao diálogo e atento às curiosidades do aluno, pois seu dever é ensinar e como ensinar não é transferir conhecimento, o professor deve ensinar o aluno a pensar certo, e comprometer-se a colaborar e ajudar o aluno a desenvolver, pois o professor que não respeita o aluno como um ser que tem plena participação, um ser que interage não cumpre com o seu dever de professor.
Assim o professor tem que está ciente da importância de dar possibilidades para que o aluno venha a desenvolver suas habilidades, pois esta face é de plena importância tanto para o professor tanto para o aluno.
Portanto educar é também respeitar as diferenças seja ela qual for qualquer discriminação deve ser rejeitado, assim o professor tem q saber a necessidade de falar de alguns conceitos que são necessários para o desempenho do bom ensino para que assim possa obter maior aproveitamento no aprendizado tais como ética, boa sendo, responsabilidade, coerência, humildade, tolerância entre outros.
Neste trecho do texto onde será citado Paulo Freire comenta sobre o tão fingido combate o racismo “Pergunta-se conhece a Madalena, diz Conheço-a.É negra, mas é competente e decente. Jamais ouvir ninguém dizer que conhece Célia, que ela é loura, de olhos azuis mas é competente e decente.” Assim entendemos que o ser humano é um ser falso, e que não realmente coloca   à frente seus verdadeiros  conceitos  suas próprias opiniões, que neste caso podemos dizer sou racista e pronto, não vemos isso de certa forma, pois o mas  acontece constantemente e isso que o professor deve tentar passar para o seu aluno o verdadeiro valor das coisas, e certamente não está na cor da pele entre outros, e sim tentar passar o respeito e amor que temos que ter com o próximo.

2.1 ENSINAR EXIGE CONSCIENCIA DO INACABAMENTO

No capitulo 2.1 Paulo Freire defende que ensinar exige consciência do inacabamento, assim entendemos que enquanto houver vida, haverá inacabamento, pois somos eternos aprendiz, nunca estamos completos de conhecimento, pois temos que ter consciência que sempre há coisas a aprender e dialogar para que assim as idéias possam ser compartilhadas e discutidas.
O professor tem que ter a consciência que não se deve ensinar como se já soubesse tudo, e sim ensinar esperando algo em troca que neste caso é o aprendizado, conhecimento, pois no sentido aprendizagem é inacabável nunca estávamos completos, como um copo de água que se muito cheio pode-se transborda, sempre estamos apto para receber novos conhecimentos e transformamos em aprendizado, pois o aprendizado não é algum apenas designado ao aluno e sim do ser.
Segundo Paulo Freire, mulheres e homens são capazes de intervir no mundo, de comparar, de ajuizar, de decidir, de romper, de escolher, capaz de grandes ações, de dignificantes testemunhas, mas capazes também de impensáveis exemplos de baixeza e de indignidade. Assim entendemos que o ser humano é capaz de muita coisa, mais não somos capaz de respeita a nossa própria espécie, pois matamos o próximo por motivo fútil, e levamos a nossa falsidade aos familiares, tentamos destruir cidades consideradas como inimigas, analisando estes fatores podem entender e concluir que tudo isso pelo fato de não aceitamos o próximo, pela a falta de respeito um com os outros, de não aceitar a opinião tanto na religião, sexualidade, futebol, raça, classe social entre outros assim não respeitamos o direito que cada um tem de optar e tomar suas decisões.

2.2 ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO DE SER CONDICIONADO

Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que  sou  ser condicionado mas,consciente do inacabamento,sei que posso ir mais alem dele.
Seria irônica se a consciência de minha presença no mundo não implicasse já o reconhecimento da impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença.
Afinal minha presença do mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. È a posição de quem luta para não ser apenas “objeto”, mas sujeito também da historia. 
Gosto de ser gente porque, mesmo sabendo que as condições materiais, econômicas, sociais e políticas, culturais e ideológicas em que nos achamos geram quase sempre barreiras de difícil superação, sei também que os obstáculos não se eternizam.
Nos anos de 1960, preocupado já com esses obstáculos de suas razões de ser.
A inconclusão faz parte da natureza do fenômeno vital. Inconclusos somos nós, mulheres e homens, inconclusos são este pássaros como inconcluso é Eico.
A inconclusão que se reconhece a si mesmo implica necessariamente a inserção do sujeito inacabado num permanente processo social de busca. A curiosidade e já conhecimento como a linguagem que anima a curiosidade e com ela se anima é também conhecimento e não só expressão dele.
 Curiosa a criança inclina a cabeça na busca de selecionar o som dos motores.
“ O avião ainda chegou , a mãe atesta. O avião já chegou,o discurso da criança que envolvia a sua posição afirmava primeiro o conhecimento da ação de chegar do avião segundo o conhecimento da temporalização da ação no advérbio já.”
Por isso mesmo a capacitação de mulheres e de homens em torno de saberes instrumental jamais pode prescindir de sua formação ética. É fundamental insistirmos nela inacabados, mas conscientes do inacabamento, seres da opção, da decisão, éticos, podemos negar ou trair a própria ética. Não há que fazer desemprego é uma fatalidade do fim do século.
A “andarilhagem” gulosa dos trilhões de solares que, no mercado financeiro, ”voam” de um lugar e outro com a rapidez, á procura insaciável de mais lucro, não é tratada como  fatalidade. Fala por isso mesmo, da necessidade de disciplinar a “andarilhagem” dos

2.3 ENSINAR EXIGE RESPEITO À AUTONOMIA DO SER DO EDUCANDO.

E que se funda na mesma raiz que acaba de discutir-a da inconclusão do se que se sabe inconcluso. O respeito à autonomia e a dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros.  Porque éticos podemos desrespeitar a rigorosidade da  ética e revelar  para a sua negação por isso  é um  imprescindível deixar claro que a possibilidade do mesmo ético não pode receber outra designação senão a de “transgressão” .
O professor que desrespeita a curiosidade do aluno  , o seu gosto estético,a sua linguagem ,mais  precisamente  a sua  sintaxe ; o professor que ironizar o aluno que manda que ele se ponha  em seu lugar , que se furta ao dever de ensinar , de estar respeitosamente presente a experiência formadora do aluno ,transgride os princípios fundamentalmente éticos de nosso existência . É neste sentido dialogicidade verdadeira, q que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que inacabados assumindo-se como tais, se tornam radicalmente  éticos. O que quero dizer é o seguinte; que alguém se torne machista, racista, classista, sei lá o que, mas se assuma.
{É neste sentido, para mulheres e homens estar no mundo necessariamente significa esta com o mundo e com os outros. Estar no mundo sem fazer historia, sem fazer cultura, sem trata sua própria presença no mundo, sem cuidar da terra, das águas,sem filosofar,sem pontos de vista sobre o mundo sem fazer ciência , ou teologia,sem assombra em face do mistério ,sem aprender ,sem ensinar ,sem idéias de formação ,sem politizar não é possível.
E na inconclusão do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação que fez mulheres e homens educáveis, mas e consciência de sua inconclusão é que gerou sua educabilidade. È também na inconclusão de que nos tornamos consciente e que nos inserta no movimento permanente de procura que se alicerça a esperança.
Este é um saber fundaste da nossa pratica educativa, da formação docente, o da nossa inconclusão assumida. O ideal é que, na experiência educativa, educando e educadores juntos, que eles vão virando sabedoria.

2.4 ENSINAR EXIGE BOM SENSO

A vigilância do meu bom-senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante devo fazer de minha atitude pratica.
O meu bom senso é aquele que lembra de adverte e exercer a minha autoridade de professor nas decisões não e sinal de autoritarismo para com os alunos da minha parte. É a minha autoridade cumprindo meu dever.
Não precisa que um professor de ética venha me dizer o que não posso como orientador o meu bom senso me diz.
Saber que deve respeito e dignidade e a identidade do educando e na pratica procura a coerência como este saber levar a criação de algumas qualidades.
Quanto mais pomos em pratica nossa capacidade de comparar duvidas mais sendo curiosos de forma eficaz nos podemos nos torna mais critico se pode fazer o nosso bem.
Se o bom senso moral que faço de algo não basta pra mim orientar ou fundar minha tática de luta num papel na minha tomada de posição o que não pode falta na ética.
O meu bom senso me adverte que algo a ser repreendido como nos esperamos atitudes mudadas para a situação do mundo como a fome, pobreza como a de poluição que afeta os animais.
O meu bom senso diz que isso e enorme.
 Ao pensarmos no meu dever como professor de respeito à dignidade do educando  sua autonomia  sua identidade em processo  devo pensar também  em ter uma pratica educativa.
O trabalho do professor é o trabalho do professor com o aluno não com o professor consigo mesmo.
Saber que devo respeitar a autonomia, a dignidade é a identidade do educando, pois as qualidades e virtudes são construídas por nós mesmo com nosso próprio esforço.
O professor autoritário, silencioso, incompetente, amoroso nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca daí a importância do professor como exemplo da sala de aula.O professor tem como dever dar suas aulas de realizar sua tarefa para isso precisa de condições favoráveis.
Às vezes as condições são de tais maneiras perversas que nem se move. O desrespeito é uma ofensa dos alunos para os educando aos educadores e a pratica pedagógica.

2.5 ENSINAR EXIGE HUMILDADE, TOLERÂNCIA E LUTA EM DEFESA DOS DIREITOS DOS EDUCADORES

Se há algo que os educando precisam saber é que a luta em favor do respeito aos educadores é a educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e ao só um direito deles.
Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas lago que dela faz parte.Um doa piores males que o poder publico vem fazendo a nós, no Brasil, historicamente, é o fazer muitos de nós correr o risco de , o custo de tanto descanso pela educação publica, existencialmente cansados, cair no indiferentismo fatalistamente único que leva ao cruzamento dos braços.” Não há o que fazer” é o discurso acomodado que não podemos aceitar.
Como ser educador, se não desenvolvo em mim a indispensável amoridade educando com quem me comprometo e ao próprio processo formador de que sou parte. Não poso desgostar do que faço sob pena de não fazê-lo bem.
Desrespeitado como gente no desprezo a que é relegada a pratica pedagógica não tenho por que desamá-la  e os educando aceito ate abandoná-la,cansado,a procura de melhores dias.O que não é possível é , ficando nela, aviltá-la com o desdém de mim mesmo e dos educando.
Uma das formas de luta contra o desrespeito dos poderes públicos pela educação, de um lado, é a nossa recusa a transformar nossa atividade doente em puro “bico”, e de outra a nossa rejeição a entendê-la e a exercê-la como prática afetiva de “tias e tios”.
A questão que se coloca obviamente, não e parar de lutar, mas, reconhecendo se que a luta é uma categoria histórica, reinventar e forma também historia de luta.                                      

2.6 ENSINAR EXIGE APREENSÃO DA REALIDADE.

O melhor ponto de partida para estas reflexões é a inconclusão do ser humano de que se tornou consciente. A capacidade de aprender, não apenas para  nos adaptar mas para transformar a realidade, para nela intervir,recriando-a fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas.
Neste caso, o aprendiz funciona muito mais como paciente da transferência do objetivo ou do conteúdo do que como sujeito critico, epistemologicamente curioso, que construir o conhecimento do objetivo ou participa de sua construção. É precisamente por causa desta habilidade de aprender a substantividade do objetivo que nos é possível reconstruir um mal aprendizado, o em que o aprendiz foi puro paciente do transferência do conhecimento feita pelo educador.
Especificamente humana a educação é gnosiológica, é diretiva, por isso política, é artística e moral.
Se trabalharmos com criança, devemos estar atentos a difícil passagem ou caminhada da heteronímia para autonomia, ate necessária com algo defeituosamente assentado e a espera da superação à responsabilidade de minha presença que tanto pode ser auxiliadora como pode virar perturbadora da busca inquieta dos educando.
Se trabalhamos  com os jovens ou adultos, não menos atento devemos estar com relação a que o nosso trabalho posso significar como estimulo ou não á ruptura necessária com algo defeituosamente assentado e a espera da superação.

2.7 ENSINAR EXIGE ALEGRIA E ESPERANÇA

O autor nos revela que educar com alegria, é necessário ter alegria na atividade educativa e a esperança, para que professor e aluno juntos possam aprender ensinar e produzir juntos, superando os obstáculos a nossa alegria.
A esperança faz parte da natureza humana seria uma contradição se o ser humana não se achasse capaz de participar de um movimento constante de busca e segundo buscasse sem esperança.
A desperança e a negação da esperança. A esperança é uma espécie de impulso natural e necessário, a desperança é abordo desse impulso.
É preciso ficar claro que a desperança não é maneira de esta sendo natural do ser humano, mas distorção da esperança. A esperança é algo indispensável em nossa vida, sem ela não haveria historia.
Nós não somos um ser da desperança a ser convertido ou não pela esperança, nós somos um ser da esperança quer por várias razões nos tornamos desesperançados.
Muitas vezes nós vemos sem esperança, isso nos faz ficarmos imobilizados a certas situações. Nós como educadores precisamos está informados das condições dos mesmos favorecidos, que vivem em condições precárias ex: falta de alimento, saneamento básico, rio poluído, muitos buscam o que comer o que vestir no lixo, misturado com o lixo hospitalar.
Isto é a realidade, para que a realidade seja outra precisamos marcha para frente, lutando por mudanças, temos o direito lutar pelo que acreditamos,mostrando a nossa indignação, o nosso amor, não podemos cruzar o braços diante, dessa miséria, temos que reagir não podemos anos acomodar devidos aos fatos, temos que mudar.

2.8 ENSINAR EXIGE A CONVICÇÃO DE QUE A MUDANÇA É POSSIVEL

Ao ensinarmos temos que está preocupados com o futuro dos nossos alunos,através da convivência, das experiências e do conhecimento vendo novas possibilidades de mudanças ex: O conhecimento sobre os terremotos desenvolveu toda uma engenharia que nos ajuda a sobreviver a eles.Não podemos eliminá-los mas podemos diminuir os danos que nos causam.
O nosso papel no mundo não é só investigar a verdade que ocorre, mas também de intervir com o sujeito de ocorrências.
No mundo da Historia da Cultura, da política, verificar não para me adaptar, mas para mudar.
Não podemos estar no mundo, com o mundo e com outros de forma neutra.
Não podemos ficar no mundo de braços cruzados só observando, não devemos nos acomodar com  a situação, devemos ver as possibilidades de estudar com comprometimento, não estudar por estudar.
Temos que tirar os obstáculos, vendo o mundo como ele é na realidade.
Vemos a dificuldade e as carências, de tudo, na favela a fome, desconforto, à falta de higiene que o eu de cada um, como o corpo e alma, As resistências orgânica e cultural são manhas necessárias a sobrevivência física e cultural dos oprimidos, é preciso nos preservar vivos e atentos na compreensão do futuro como problema.
A mudança do mundo não implica a dialetização entre a denuncia da situação de desumanizante  e o anuncio de sua superação, no fundo, o nosso sonho.
A partir desse saber fundamental: mudar é difícil, mas é possível, não se importa o projeto com o qual nos comprometemos é de alfabetização de adultos ou de crianças, se de ação sanitária ,se de formação de mão de obra técnica.
A experiência da miséria é uma violência e não uma expressão da preguiça popular, violência que temos que lutar, como educadores nos tornando cada vez mais eficiente, sem que a luta perda a eficácia. Precisamos sempre renovar nossos conhecimentos, nos atualizando,vendo a melhor maneira de trabalhar, e conhecer o jeito com que os grupos humanos produzem sua própria convivência.
Devemos ter um dialogo aberto, onde os alunos possam expor suas idéias, estimulando-os a ter uma compreensão melhor do contesto.
Enquanto uma parte da sociedade, se sentir fracassada, reforçam o poder do sistema de ordem desumana.
Com a alfabetização nas favelas em áreas de miséria,temos que expulsar as más condições que ele tem de “fracasso” e no lugar das bases para que eles possam ter autonomia e responsabilidade.O fundamental é trabalhar a leitura dói mundo e a leitura da palavra,estamos sempre aprendendo,e sempre ensinando.

2.9 ENSINAR EXIGE CURIOSIDADE

Ao ensinar o Educador tem que analisar qual a melhor maneira de interagir com o aluno para que ele possa desenvolver habilidades para que possa expor suas curiosidades.
É necessário que o aluno vá aprendendo, á custa de sua pratica mesmo que sua curiosidade com sua liberdade estejam sujeita os limites. Por exemplo: A minha curiosidade não tem o direito de invadir a privacidade do outro e expô-la ao demais.
O professor tem que saber que sem a curiosidade eu não aprendo nem ensino, porque é ela que nos traz conhecimento. A curiosidade tem que se exercida de forma correta, é um direito que nos temos.
Com a curiosidade domesticada podemos alcançar a memorização mecânica do perfil deste ou daquele objeto.A construção do conhecimento do objeto nos traz  o exercício da curiosidade, a capacidade critica de “tomar distancia do objeto, de observá-lo de cercar o objeto isso é aproximar-se dele, com isso adquiro a capacidade de comparar e de perguntar”
É fundamental que o professor e alunos saibam qual é a sua postura, tendo dialogo e respeito enquanto falar e ouvir.
O bom professor é o que consegue enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de pensamento. Seus alunos não cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem, suas duvidas, suas incertezas.
É indispensável que o professor saiba que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano, é ela que nos faz perguntar, conhecer e atuar.
A curiosidade nós traz conhecimento estimulo a fazer pesquisas, consultar os dicionários, livros e computadores, procurar as fontes para desenvolver o aprendizado. O exercício da curiosidade nos leva a imaginação intuição, as emoções, e a capacidade de comparar e analisar as coisas, ex um ruído pode provocar a nossa curiosidade, vamos investigar da onde vem, comparar com o outro ruído que já conheço. Tendo varias hipóteses, vou eliminando algumas, até chegar a conclusão do fato.
Quando descobrimos coisas novas, a nossa capacidade de aprender aumenta, porque sempre estamos em busca de novas experiências.
É indispensável a pratica da autoridade e liberdade, sempre tensa é  que gera a disciplina como indisciplina.
Para se exercida precisamos de um respeito mútuo, o professor tem que se prepara para refazer a sua autoridade dentro da sala de aula.Para isso, como aluno hoje que sonha com ensinar amanhã ou com aluno que já ensina hoje devo ter como objeto de minha curiosidade as experiências que venho tendo com professores vários  e as minhas próprias, e as tenho com meus alunos, então conclui-se que não devo pensar apenas sobre os conteúdos, programáticos que vem sendo expostos ou discutidos pelos professores das diferentes disciplinas mas, ao mesmo tempo, a maneira mais aberta, dialógica, ou mais fechada, autoritária, com que este ou aquela professor ensina.

Referências Bibliográficas

FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia, 22º Edição São Paulo: Paz e Terra SA, 1996.

http://www.fraseseproverbios.com/frases-de-paulo-freire.php

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