quinta-feira, 9 de junho de 2011

Comentário sobre trabalho de Filosofia da Educação

Gostei de todos os trabalhos apresentados , pois nos trouxe conhecimento em como trabalhar/criar um blog e nos capacitar com informações sobre o Desenvolvimento Infantil através da teoria de cada autor, pois como futuros pedagogos temos que vivenciar todas essas fases, o que mais me chamou a atenção foi sobre Paulo Freire - Cap.2 onde fala que "Ensinar não é transferir conhecimento" e sim "Compartilhar idéias entre professor e aluno, pois quando se ensina troca-se conhecimento e não se transfere".   Vânia A. S. Maciel   1ºC

sábado, 28 de maio de 2011

Apresentação!!!

Gostei muito das apresentações.Todas são de suma importância para nós,futuras educadoras.A apresentação de Paulo Freire foi excelente.Realmente, Bom Senso, Educação e Respeito são primordiais no quesito pedagogia.Se o educando tiver essas três regras básicas começando no curso, respeitando o colega de classe e o docente,com certeza,será um excelente profissional!!! Beijos a todos.Roberta Cristina

quarta-feira, 25 de maio de 2011



Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

Frases do Paulo Freire


"As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las”

“A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.”

“Acerte em tudo que puder acertar. Mas, não se torture com seus erros”


“Perdoe seus inimigos, mas não os confunda com um amigo.”


“Escuta o teu coração, ele conhece todas as coisas; pois onde ele estiver, é onde está o teu tesouro.”

“O maior de todos os pecados: o arrependimento.”

“Haja hoje para tanto ontem”

“ Me enganei com os brilhos nos teus olhos, era apenas o reflexo dos meus.”

“Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo.”

“A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.”

Primeiros trabalhos

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho.
Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.
Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, no mesmo ano , realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.
Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.
 Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.
Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.
Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas de 1988, iniciando-se a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.
Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida desde a infância era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.
Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.
Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações em uma operação de desobstrução de artérias.

Pedagogia da Autonomia


Capítulo 2  ENSINAR NÃO É TRANSFERIR CONHECIMENTO

No capitulo 2, Paulo Freire defende que ensinar não é transferir conhecimento, entendemos que ensinar é a troca de idéias entre professor e aluno, pois quando há o ensinamento não está transferindo algum, e sim havendo uma  trocar, onde ocorre a troca de idéias e consequentemente atribuir conhecimento.
Por isso que não adianta o professor apenas passar informação, conteúdo ao aluno e sim fazer com que o aluno aprenda a utilizar o conteúdo passado com métodos e técnicas que tem que ser desenvolvidas pelo professor.
O professor não deve transferir o seu conhecimento, de modo que sua opinião sempre prevaleça, como se ele tivesse sempre razão, mais sim ajudar o aluno no dia a dia tal como, no desenvolvimento, na construção de suas idéias para que assim o aluno possa criar seu caminho no processo de aprendizagem.
O professor deve entra em uma sala de aula sempre preparado ao diálogo e atento às curiosidades do aluno, pois seu dever é ensinar e como ensinar não é transferir conhecimento, o professor deve ensinar o aluno a pensar certo, e comprometer-se a colaborar e ajudar o aluno a desenvolver, pois o professor que não respeita o aluno como um ser que tem plena participação, um ser que interage não cumpre com o seu dever de professor.
Assim o professor tem que está ciente da importância de dar possibilidades para que o aluno venha a desenvolver suas habilidades, pois esta face é de plena importância tanto para o professor tanto para o aluno.
Portanto educar é também respeitar as diferenças seja ela qual for qualquer discriminação deve ser rejeitado, assim o professor tem q saber a necessidade de falar de alguns conceitos que são necessários para o desempenho do bom ensino para que assim possa obter maior aproveitamento no aprendizado tais como ética, boa sendo, responsabilidade, coerência, humildade, tolerância entre outros.
Neste trecho do texto onde será citado Paulo Freire comenta sobre o tão fingido combate o racismo “Pergunta-se conhece a Madalena, diz Conheço-a.É negra, mas é competente e decente. Jamais ouvir ninguém dizer que conhece Célia, que ela é loura, de olhos azuis mas é competente e decente.” Assim entendemos que o ser humano é um ser falso, e que não realmente coloca   à frente seus verdadeiros  conceitos  suas próprias opiniões, que neste caso podemos dizer sou racista e pronto, não vemos isso de certa forma, pois o mas  acontece constantemente e isso que o professor deve tentar passar para o seu aluno o verdadeiro valor das coisas, e certamente não está na cor da pele entre outros, e sim tentar passar o respeito e amor que temos que ter com o próximo.

2.1 ENSINAR EXIGE CONSCIENCIA DO INACABAMENTO

No capitulo 2.1 Paulo Freire defende que ensinar exige consciência do inacabamento, assim entendemos que enquanto houver vida, haverá inacabamento, pois somos eternos aprendiz, nunca estamos completos de conhecimento, pois temos que ter consciência que sempre há coisas a aprender e dialogar para que assim as idéias possam ser compartilhadas e discutidas.
O professor tem que ter a consciência que não se deve ensinar como se já soubesse tudo, e sim ensinar esperando algo em troca que neste caso é o aprendizado, conhecimento, pois no sentido aprendizagem é inacabável nunca estávamos completos, como um copo de água que se muito cheio pode-se transborda, sempre estamos apto para receber novos conhecimentos e transformamos em aprendizado, pois o aprendizado não é algum apenas designado ao aluno e sim do ser.
Segundo Paulo Freire, mulheres e homens são capazes de intervir no mundo, de comparar, de ajuizar, de decidir, de romper, de escolher, capaz de grandes ações, de dignificantes testemunhas, mas capazes também de impensáveis exemplos de baixeza e de indignidade. Assim entendemos que o ser humano é capaz de muita coisa, mais não somos capaz de respeita a nossa própria espécie, pois matamos o próximo por motivo fútil, e levamos a nossa falsidade aos familiares, tentamos destruir cidades consideradas como inimigas, analisando estes fatores podem entender e concluir que tudo isso pelo fato de não aceitamos o próximo, pela a falta de respeito um com os outros, de não aceitar a opinião tanto na religião, sexualidade, futebol, raça, classe social entre outros assim não respeitamos o direito que cada um tem de optar e tomar suas decisões.

2.2 ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO DE SER CONDICIONADO

Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que  sou  ser condicionado mas,consciente do inacabamento,sei que posso ir mais alem dele.
Seria irônica se a consciência de minha presença no mundo não implicasse já o reconhecimento da impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença.
Afinal minha presença do mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. È a posição de quem luta para não ser apenas “objeto”, mas sujeito também da historia. 
Gosto de ser gente porque, mesmo sabendo que as condições materiais, econômicas, sociais e políticas, culturais e ideológicas em que nos achamos geram quase sempre barreiras de difícil superação, sei também que os obstáculos não se eternizam.
Nos anos de 1960, preocupado já com esses obstáculos de suas razões de ser.
A inconclusão faz parte da natureza do fenômeno vital. Inconclusos somos nós, mulheres e homens, inconclusos são este pássaros como inconcluso é Eico.
A inconclusão que se reconhece a si mesmo implica necessariamente a inserção do sujeito inacabado num permanente processo social de busca. A curiosidade e já conhecimento como a linguagem que anima a curiosidade e com ela se anima é também conhecimento e não só expressão dele.
 Curiosa a criança inclina a cabeça na busca de selecionar o som dos motores.
“ O avião ainda chegou , a mãe atesta. O avião já chegou,o discurso da criança que envolvia a sua posição afirmava primeiro o conhecimento da ação de chegar do avião segundo o conhecimento da temporalização da ação no advérbio já.”
Por isso mesmo a capacitação de mulheres e de homens em torno de saberes instrumental jamais pode prescindir de sua formação ética. É fundamental insistirmos nela inacabados, mas conscientes do inacabamento, seres da opção, da decisão, éticos, podemos negar ou trair a própria ética. Não há que fazer desemprego é uma fatalidade do fim do século.
A “andarilhagem” gulosa dos trilhões de solares que, no mercado financeiro, ”voam” de um lugar e outro com a rapidez, á procura insaciável de mais lucro, não é tratada como  fatalidade. Fala por isso mesmo, da necessidade de disciplinar a “andarilhagem” dos

2.3 ENSINAR EXIGE RESPEITO À AUTONOMIA DO SER DO EDUCANDO.

E que se funda na mesma raiz que acaba de discutir-a da inconclusão do se que se sabe inconcluso. O respeito à autonomia e a dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros.  Porque éticos podemos desrespeitar a rigorosidade da  ética e revelar  para a sua negação por isso  é um  imprescindível deixar claro que a possibilidade do mesmo ético não pode receber outra designação senão a de “transgressão” .
O professor que desrespeita a curiosidade do aluno  , o seu gosto estético,a sua linguagem ,mais  precisamente  a sua  sintaxe ; o professor que ironizar o aluno que manda que ele se ponha  em seu lugar , que se furta ao dever de ensinar , de estar respeitosamente presente a experiência formadora do aluno ,transgride os princípios fundamentalmente éticos de nosso existência . É neste sentido dialogicidade verdadeira, q que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que inacabados assumindo-se como tais, se tornam radicalmente  éticos. O que quero dizer é o seguinte; que alguém se torne machista, racista, classista, sei lá o que, mas se assuma.
{É neste sentido, para mulheres e homens estar no mundo necessariamente significa esta com o mundo e com os outros. Estar no mundo sem fazer historia, sem fazer cultura, sem trata sua própria presença no mundo, sem cuidar da terra, das águas,sem filosofar,sem pontos de vista sobre o mundo sem fazer ciência , ou teologia,sem assombra em face do mistério ,sem aprender ,sem ensinar ,sem idéias de formação ,sem politizar não é possível.
E na inconclusão do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação que fez mulheres e homens educáveis, mas e consciência de sua inconclusão é que gerou sua educabilidade. È também na inconclusão de que nos tornamos consciente e que nos inserta no movimento permanente de procura que se alicerça a esperança.
Este é um saber fundaste da nossa pratica educativa, da formação docente, o da nossa inconclusão assumida. O ideal é que, na experiência educativa, educando e educadores juntos, que eles vão virando sabedoria.

2.4 ENSINAR EXIGE BOM SENSO

A vigilância do meu bom-senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante devo fazer de minha atitude pratica.
O meu bom senso é aquele que lembra de adverte e exercer a minha autoridade de professor nas decisões não e sinal de autoritarismo para com os alunos da minha parte. É a minha autoridade cumprindo meu dever.
Não precisa que um professor de ética venha me dizer o que não posso como orientador o meu bom senso me diz.
Saber que deve respeito e dignidade e a identidade do educando e na pratica procura a coerência como este saber levar a criação de algumas qualidades.
Quanto mais pomos em pratica nossa capacidade de comparar duvidas mais sendo curiosos de forma eficaz nos podemos nos torna mais critico se pode fazer o nosso bem.
Se o bom senso moral que faço de algo não basta pra mim orientar ou fundar minha tática de luta num papel na minha tomada de posição o que não pode falta na ética.
O meu bom senso me adverte que algo a ser repreendido como nos esperamos atitudes mudadas para a situação do mundo como a fome, pobreza como a de poluição que afeta os animais.
O meu bom senso diz que isso e enorme.
 Ao pensarmos no meu dever como professor de respeito à dignidade do educando  sua autonomia  sua identidade em processo  devo pensar também  em ter uma pratica educativa.
O trabalho do professor é o trabalho do professor com o aluno não com o professor consigo mesmo.
Saber que devo respeitar a autonomia, a dignidade é a identidade do educando, pois as qualidades e virtudes são construídas por nós mesmo com nosso próprio esforço.
O professor autoritário, silencioso, incompetente, amoroso nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca daí a importância do professor como exemplo da sala de aula.O professor tem como dever dar suas aulas de realizar sua tarefa para isso precisa de condições favoráveis.
Às vezes as condições são de tais maneiras perversas que nem se move. O desrespeito é uma ofensa dos alunos para os educando aos educadores e a pratica pedagógica.

2.5 ENSINAR EXIGE HUMILDADE, TOLERÂNCIA E LUTA EM DEFESA DOS DIREITOS DOS EDUCADORES

Se há algo que os educando precisam saber é que a luta em favor do respeito aos educadores é a educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e ao só um direito deles.
Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas lago que dela faz parte.Um doa piores males que o poder publico vem fazendo a nós, no Brasil, historicamente, é o fazer muitos de nós correr o risco de , o custo de tanto descanso pela educação publica, existencialmente cansados, cair no indiferentismo fatalistamente único que leva ao cruzamento dos braços.” Não há o que fazer” é o discurso acomodado que não podemos aceitar.
Como ser educador, se não desenvolvo em mim a indispensável amoridade educando com quem me comprometo e ao próprio processo formador de que sou parte. Não poso desgostar do que faço sob pena de não fazê-lo bem.
Desrespeitado como gente no desprezo a que é relegada a pratica pedagógica não tenho por que desamá-la  e os educando aceito ate abandoná-la,cansado,a procura de melhores dias.O que não é possível é , ficando nela, aviltá-la com o desdém de mim mesmo e dos educando.
Uma das formas de luta contra o desrespeito dos poderes públicos pela educação, de um lado, é a nossa recusa a transformar nossa atividade doente em puro “bico”, e de outra a nossa rejeição a entendê-la e a exercê-la como prática afetiva de “tias e tios”.
A questão que se coloca obviamente, não e parar de lutar, mas, reconhecendo se que a luta é uma categoria histórica, reinventar e forma também historia de luta.                                      

2.6 ENSINAR EXIGE APREENSÃO DA REALIDADE.

O melhor ponto de partida para estas reflexões é a inconclusão do ser humano de que se tornou consciente. A capacidade de aprender, não apenas para  nos adaptar mas para transformar a realidade, para nela intervir,recriando-a fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas.
Neste caso, o aprendiz funciona muito mais como paciente da transferência do objetivo ou do conteúdo do que como sujeito critico, epistemologicamente curioso, que construir o conhecimento do objetivo ou participa de sua construção. É precisamente por causa desta habilidade de aprender a substantividade do objetivo que nos é possível reconstruir um mal aprendizado, o em que o aprendiz foi puro paciente do transferência do conhecimento feita pelo educador.
Especificamente humana a educação é gnosiológica, é diretiva, por isso política, é artística e moral.
Se trabalharmos com criança, devemos estar atentos a difícil passagem ou caminhada da heteronímia para autonomia, ate necessária com algo defeituosamente assentado e a espera da superação à responsabilidade de minha presença que tanto pode ser auxiliadora como pode virar perturbadora da busca inquieta dos educando.
Se trabalhamos  com os jovens ou adultos, não menos atento devemos estar com relação a que o nosso trabalho posso significar como estimulo ou não á ruptura necessária com algo defeituosamente assentado e a espera da superação.

2.7 ENSINAR EXIGE ALEGRIA E ESPERANÇA

O autor nos revela que educar com alegria, é necessário ter alegria na atividade educativa e a esperança, para que professor e aluno juntos possam aprender ensinar e produzir juntos, superando os obstáculos a nossa alegria.
A esperança faz parte da natureza humana seria uma contradição se o ser humana não se achasse capaz de participar de um movimento constante de busca e segundo buscasse sem esperança.
A desperança e a negação da esperança. A esperança é uma espécie de impulso natural e necessário, a desperança é abordo desse impulso.
É preciso ficar claro que a desperança não é maneira de esta sendo natural do ser humano, mas distorção da esperança. A esperança é algo indispensável em nossa vida, sem ela não haveria historia.
Nós não somos um ser da desperança a ser convertido ou não pela esperança, nós somos um ser da esperança quer por várias razões nos tornamos desesperançados.
Muitas vezes nós vemos sem esperança, isso nos faz ficarmos imobilizados a certas situações. Nós como educadores precisamos está informados das condições dos mesmos favorecidos, que vivem em condições precárias ex: falta de alimento, saneamento básico, rio poluído, muitos buscam o que comer o que vestir no lixo, misturado com o lixo hospitalar.
Isto é a realidade, para que a realidade seja outra precisamos marcha para frente, lutando por mudanças, temos o direito lutar pelo que acreditamos,mostrando a nossa indignação, o nosso amor, não podemos cruzar o braços diante, dessa miséria, temos que reagir não podemos anos acomodar devidos aos fatos, temos que mudar.

2.8 ENSINAR EXIGE A CONVICÇÃO DE QUE A MUDANÇA É POSSIVEL

Ao ensinarmos temos que está preocupados com o futuro dos nossos alunos,através da convivência, das experiências e do conhecimento vendo novas possibilidades de mudanças ex: O conhecimento sobre os terremotos desenvolveu toda uma engenharia que nos ajuda a sobreviver a eles.Não podemos eliminá-los mas podemos diminuir os danos que nos causam.
O nosso papel no mundo não é só investigar a verdade que ocorre, mas também de intervir com o sujeito de ocorrências.
No mundo da Historia da Cultura, da política, verificar não para me adaptar, mas para mudar.
Não podemos estar no mundo, com o mundo e com outros de forma neutra.
Não podemos ficar no mundo de braços cruzados só observando, não devemos nos acomodar com  a situação, devemos ver as possibilidades de estudar com comprometimento, não estudar por estudar.
Temos que tirar os obstáculos, vendo o mundo como ele é na realidade.
Vemos a dificuldade e as carências, de tudo, na favela a fome, desconforto, à falta de higiene que o eu de cada um, como o corpo e alma, As resistências orgânica e cultural são manhas necessárias a sobrevivência física e cultural dos oprimidos, é preciso nos preservar vivos e atentos na compreensão do futuro como problema.
A mudança do mundo não implica a dialetização entre a denuncia da situação de desumanizante  e o anuncio de sua superação, no fundo, o nosso sonho.
A partir desse saber fundamental: mudar é difícil, mas é possível, não se importa o projeto com o qual nos comprometemos é de alfabetização de adultos ou de crianças, se de ação sanitária ,se de formação de mão de obra técnica.
A experiência da miséria é uma violência e não uma expressão da preguiça popular, violência que temos que lutar, como educadores nos tornando cada vez mais eficiente, sem que a luta perda a eficácia. Precisamos sempre renovar nossos conhecimentos, nos atualizando,vendo a melhor maneira de trabalhar, e conhecer o jeito com que os grupos humanos produzem sua própria convivência.
Devemos ter um dialogo aberto, onde os alunos possam expor suas idéias, estimulando-os a ter uma compreensão melhor do contesto.
Enquanto uma parte da sociedade, se sentir fracassada, reforçam o poder do sistema de ordem desumana.
Com a alfabetização nas favelas em áreas de miséria,temos que expulsar as más condições que ele tem de “fracasso” e no lugar das bases para que eles possam ter autonomia e responsabilidade.O fundamental é trabalhar a leitura dói mundo e a leitura da palavra,estamos sempre aprendendo,e sempre ensinando.

2.9 ENSINAR EXIGE CURIOSIDADE

Ao ensinar o Educador tem que analisar qual a melhor maneira de interagir com o aluno para que ele possa desenvolver habilidades para que possa expor suas curiosidades.
É necessário que o aluno vá aprendendo, á custa de sua pratica mesmo que sua curiosidade com sua liberdade estejam sujeita os limites. Por exemplo: A minha curiosidade não tem o direito de invadir a privacidade do outro e expô-la ao demais.
O professor tem que saber que sem a curiosidade eu não aprendo nem ensino, porque é ela que nos traz conhecimento. A curiosidade tem que se exercida de forma correta, é um direito que nos temos.
Com a curiosidade domesticada podemos alcançar a memorização mecânica do perfil deste ou daquele objeto.A construção do conhecimento do objeto nos traz  o exercício da curiosidade, a capacidade critica de “tomar distancia do objeto, de observá-lo de cercar o objeto isso é aproximar-se dele, com isso adquiro a capacidade de comparar e de perguntar”
É fundamental que o professor e alunos saibam qual é a sua postura, tendo dialogo e respeito enquanto falar e ouvir.
O bom professor é o que consegue enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de pensamento. Seus alunos não cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem, suas duvidas, suas incertezas.
É indispensável que o professor saiba que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano, é ela que nos faz perguntar, conhecer e atuar.
A curiosidade nós traz conhecimento estimulo a fazer pesquisas, consultar os dicionários, livros e computadores, procurar as fontes para desenvolver o aprendizado. O exercício da curiosidade nos leva a imaginação intuição, as emoções, e a capacidade de comparar e analisar as coisas, ex um ruído pode provocar a nossa curiosidade, vamos investigar da onde vem, comparar com o outro ruído que já conheço. Tendo varias hipóteses, vou eliminando algumas, até chegar a conclusão do fato.
Quando descobrimos coisas novas, a nossa capacidade de aprender aumenta, porque sempre estamos em busca de novas experiências.
É indispensável a pratica da autoridade e liberdade, sempre tensa é  que gera a disciplina como indisciplina.
Para se exercida precisamos de um respeito mútuo, o professor tem que se prepara para refazer a sua autoridade dentro da sala de aula.Para isso, como aluno hoje que sonha com ensinar amanhã ou com aluno que já ensina hoje devo ter como objeto de minha curiosidade as experiências que venho tendo com professores vários  e as minhas próprias, e as tenho com meus alunos, então conclui-se que não devo pensar apenas sobre os conteúdos, programáticos que vem sendo expostos ou discutidos pelos professores das diferentes disciplinas mas, ao mesmo tempo, a maneira mais aberta, dialógica, ou mais fechada, autoritária, com que este ou aquela professor ensina.

Referências Bibliográficas

FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia, 22º Edição São Paulo: Paz e Terra SA, 1996.

http://www.fraseseproverbios.com/frases-de-paulo-freire.php

http://www.google.com.br/

www.youtube.com.br

terça-feira, 24 de maio de 2011

HENRI WALLON (1879 - 1962)


Nasceu na França, em 1879. Antes de chegar à Psicologia, passou pela Filosofia e Medicina, e, ao longo de sua carreira, foi cada vez mais explícita a aproximação com a Educação.

Em 1902, com 23 anos, formou-se em Filosofia pela Escola Normal Superior. Cursou também Medicina, formando-se em 1908.

Viveu num período marcado por instabilidade social e turbulência política. As duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945), o avanço do fascismo no período entre guerras, as revoluções socialistas e as guerras para libertação das colônias na África atingiram boa parte da Europa e, em especial, a França.

Em 1914, atuou como médico do exército francês, permanecendo vários meses no front de combate. O contato com lesões cerebrais de ex-combatentes fez com que revisse posições neurológicas que havia desenvolvido no trabalho com crianças deficientes.

Até 1931, atuou como médico de instituições psiquiátricas. Paralelamente à atuação de médico e psiquiatra, consolida-se seu interesse pela Psicologia da Criança.

Na 2a Guerra, atuou na Resistência Francesa contra os alemães, foi perseguido pela Gestapo, teve que viver na clandestinidade.

De 1920 a 1937, foi o encarregado de conferências sobre a Psicologia da Criança na Sorbonne e em outras instituições de ensino superior.

Em 1925, funda um laboratório destinado à pesquisa e ao atendimento de crianças ditas deficientes. Ainda em 1925, publica sua tese de doutorado A Criança Turbulenta. Inicia um período de intensa produção com todos os livros voltados para a Psicologia da Criança. Lança seu último livro Origens do Pensamento na Criança, em 1945.

Em 1931, viaja para Moscou e é convidado para integrar o Círculo da Rússia Nova, grupo formado por intelectuais que se reuniam com o objetivo de aprofundar o estudo do materialismo dialético e de examinar as possibilidades oferecidas por esse referencial teórico aos vários campos da ciência.

Nesse grupo, o marxismo que se discutia não era o sistema de governo, mas a corrente filosófica.

Em 1942, filiou-se ao Partido Comunista, do qual já era simpatizante. Manteve ligação com o partido até o final da vida.

Em 1948, cria a revista Enfance. Nesse periódico, que ainda hoje tenta seguir a linha editorial inicial, as publicações servem como instrumento de pesquisa para os pesquisadores em Psicologia e fonte de informação para os educadores.




Faleceu em 1962.


O Papel do OUTRO na Consciência do EU

As transformações em uma criança revelam traços importantes de caráter e personalidade. A emoção altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer; a raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos ganham função importante na relação da criança com o meio. A emoção causa impacto no outro e tende a se propagar no meio social. A afetividade é um dos principais elementos do desenvolvimento humano.

A formação do eu na teoria de Wallon depende do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso se dá aos 3 anos de idade, a hora de saber que “eu” sou. Manipulação, sedução e imitação de outra pessoa são características comuns nessa fase. Até mesmo a dor, o ódio e o sofrimento são elementos estimuladores da construção do eu.


Diferentemente dos métodos tradicionais, Wallon
humaniza o desenvolvimento. Ele considera a pessoa como um todo. Elementos como afetividade, emoções, movimento e espaço físico se encontram num mesmo plano. As atividades pedagógicas e os objetos devem ser trabalhados de formas variadas. Numa sala de leitura, por exemplo, a criança pode ficar sentada ou deitada enquanto o professor explica algum tema.


Movimento


O movimento é o primeiro a se desenvolver e serve de base para o desenvolvimento dos demais.

Os movimentos instrumentais são ações executadas para alcançar um objetivo imediato e não diretamente relacionado com outro indivíduo; este seria o caso de ações como andar, pegar objetos, mastigar etc. Já os movimentos expressivos têm uma função comunicativa intrínseca, estando usualmente associados a outros indivíduos ou sendo usados para uma estruturação do pensamento do próprio movimentador. Falar, gesticular, sorrir seriam exemplos de movimentos expressivos e tem grande importância na construção do pensamento e na aquisição da linguagem.


Afetividade


A afetividade, por sua vez, seria a primeira forma de interação com o meio ambiente e a motivação para o movimento. À medida que o movimento proporciona experiências à criança, ela vai respondendo através de emoções. A afetividade é o que separa a criança do ambiente. As emoções são, também, a base do desenvolvimento do terceiro campo funcional, a inteligência.





Inteligência


A inteligência, para Wallon, está relacionada com duas importantes atividades cognitivas humanas: o raciocínio simbólico e a linguagem. À medida que a criança vai aprendendo a pensar nas coisas fora de seu alcance, o raciocínio e o poder de abstração vão sendo desenvolvidos. Ao mesmo tempo, e relacionadamente, as habilidades linguísticas vão surgindo no indivíduo.


Pessoa


Wallon dá o nome de pessoa ao campo funcional que coordena os demais, que é responsável pelo desenvolvimento da consciência e da identidade.


O eu puro e o eu formado. "Ego".


Ao nascer todo ser humano traz o "eu" puro, vazio. Através do meio em que vive é que vai colocando em um recipiente (dentro de si) todos os valores, tudo o que pode ser bom ou ruim e assim vai formando o seu egocentrismo, o seu "eu" próprio e individual, ou seja, a sua própria personalidade.

Os únicos canais (do ser) que o bebê reconhece nas primeiras semanas e embora haja uma certa extensão dos meios utilizados, é a boca por onde entra o alimento e o ânus por onde excrementa, até a próxima necessidade de alimento.

Nesse contexto, dai talvez tenham surgido os termos libido, simbiose e tantos outros inesgotáveis de entendimento e explicação na formação do "eu" e do "ego". Mais essa modelação, da consciência pelo ambiente coletivo, não é diretamente ligada aos instintos sexuais e os imperativos sociais.


No livro anterior (les origines de caractere chez I' enfant), foi indicada a comunhão que principia a introduzir a criança no seu meio.A criança não tem coesão intima, e estão vulneráveis as influencias mais fortes. Os recém-nascidos precisam sempre de uma assistência, e é pela influência do movimento de outros que as atitudes vão se tornando forma.Tudo se torna espontâneo, a sagacidade, a manifestação emotiva nascem da criança.Quais são os sinais dum êxito provável?
Os gestos, as atitudes, a fisionomia e a voz.

O sorriso da criança corresponde rapidamente ao da mãe.
Existe uma espécie de momento emocional que explica o ponto das emoções comunicativas.

À um conjunto funcional com uma evolução antiga que as operações de representação, de decisão, que são mais exclusivas à parte cortical. Tudo o que chega simultaneamente a sua consciência fica confundido nela.Assim as crianças não conseguiram distinguir a sua pessoa do que terá de dissocia nas impressões como não lhe pertencendo, se não uma série de praticas.

O eu não tomou ainda em relação ao outro, esta espécie estabilidade e de persistência que nos parece indispensáveis a consciência de si, que nos parece ser constitutivos da pessoa.

O período dos jogos de alternância chegou ao fim, no entanto por dar a oportunidade ao EU de tomar posição em relação ao OUTRO, nessa nova etapa, muitas vezes parece uma verdadeira crise, é a crise da personalidade que aparece aos três anos mais ou menos. Algumas crianças deixam ao diálogo que tem consigo mesmo, fazendo os papeis dos dois interlocutores como se ambos fossem uma só pessoa. Mesmo assim, elas se afirmam, opondo-se a tudo, relativamente. Porém é através das coisas, que as crianças primeiro encontra um conteúdo e começa a separá-las na forma do meu e do teu. Também nesse período surge a cobiça do que vê nas mãos dos outros com uma certa indiferença entre o EU e o OUTRO. Com a sua oposição (do eu e do outro) nasce a necessidade de compartilhar, muitas vezes sob a forma de protesto contra a partilha. Vem o desejo de propriedade das coisas, que é sempre um sentimento de competição. Ela não quer usar aquilo, mais o quer apenas porque pertence aos outros. Usa de todos os subterfúgios para conseguir seu intento: como violência, astucia, mentira, apenas para transformar o teu no meu.
Nesta fase, há um combate, onde o eu se conquista ao mesmo tempo em que se opõe, (se agita e se acalma). A medida que se fortalece e se estabilizam os limites do seu conteúdo.

Durante muito tempo a criança fica na duvida, mas no final acredita na exteriorização total dos outros e na integridade total do seu eu. A repartição da matéria psíquica, varia segundo os indivíduos, segundo suas idades, e ainda segundo certas alteração da vida psíquica.

Entre o eu e o outro, a fronteira pode ter novamente tendência para desaparecer em certos casos de choque ou de obnubilacao mental. O que pertencia ao outro pode ser novamente reabsorvido pelo eu. Isto pode acontecer com um adulto também, porém nas crianças é muito mais notado. Há vários fatores íntimos ou orgânicos, como: tono-vegetativo, maior ou menor petulância psicomotora, entre outras que depende o equilíbrio fundamental das nossas relações com os outros, tendo em conta a adaptação às circunstancias em sua volta.

A apresentação da análise da leitura do livro “Psicologia e Educação da Infância”, de Henri Wallon visa apresentar o diálogo como foco principal no desenvolvimento das crianças, sendo na educação e na vida cotidiana.
O livro conta sobre o “Demônio de Sócrates”, que existe uma lenda que afirma q Sócrates começou a torna-se naquilo que foi ao apercebe-se que não era nada, ou seja, um demônio que nunca o incitava a ir para frente, Sócrates nada ensinava, apenas ajudavam as pessoas a tirarem de si mesmas as suas próprias opiniões, pois o verdadeiro conhecimento tem de vir de dentro, de acordo com nossa consciência.

Joana d’Arca ouvia vozes, vozes de Deus, que aconselhava a seguir missões para salvar o mundo de impunidade e do orgulho, foi queimada viva, sendo considerada na época como bruxa. Assim como Joana d’Arca, existem muitas crianças de hoje, que acreditam ter amigos imaginários, o livro conta a partir dos 03 anos essa imaginação desaparece, durante esse período de amigo imaginário invisível, as crianças quando estão brincando sozinhas, gostam de imaginar que tem uma amiga invisível, e para isso falam com ele, riem e até chegam a ficar zangadas e ficarem dias “de mal”.

Quando os pais verificam que o seu filho está falando sozinho costumam ficar preocupadas, mas, segunda Wallon, as crianças por volta dos 03 anos de idade, precisam imaginar e criar o seu mundo de fantasia e o mundo da criança é recheado de fadas, duendes e outras fantasias, e é isso que lhe dá felicidade e prazer em crescer. A imaginação é uma capacidade básica da espécie humana para criar imagens, fantasias e pensamentos.
Embora a obra de Wallon não seja algo escrito recentemente, ela é extremamente rica e traz consigo dadas que ajudam a lançar um novo olhar, novas significações sobre questões atuais acerca do desenvolvimento infantil.
Wallon, em sua teoria, compartilha do princípio do materialismo dialítico, ou seja, a atividade humana é um eterno processo pela busca da totalização, sendo que o homem encontra-se constantemente, em transformação.

A construção do eu, depende essencialmente do outro. Seja para ser referencia, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si próprio. Isso se dá aos 3 anos, que é a hora de saber que “eu sou”.

Temos os seguintes aspectos: a manipulação, por exemplo, agredir ou se jogar no chão, para alcançar o objetivo; a sedução, exemplo, fazer chantagem emocional com os pais e professores e imitação, exemplo, imitar o outro, são todas características comuns nessa fase. Até mesmo a dor, o ódio e o sofrimento, são elementos estimuladores da construção do “eu”. Isso justifica o espírito crítico da teoria walloriana aos modelos convencionais de educação.

“O individuo é social não como resultado de circunstancias externas, mas em virtude de uma necessidade interna”. Henri Wallon