sábado, 21 de maio de 2011

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Seminário Jean Piaget

  
Organização:
Ivanilde
Maria Adenilde
Marta Maria
Roberta Cristina
Silmara 
Vania 
Teresa 
Disciplina: Filosofia
Prof º Adriano Soler
Local: Faculdade Don Domenico
Data: 27/05/2011 

1. Introdução:





1.2 Quem foi Jean Piaget?


Um dos mais importantes pesquisadores de educação e pedagogia, Jean Piaget nasceu na cidade de Neuchâtel (Suíça) em 9/08/1896 e morreu em 17/9/1980. Especializou-se em psicologia evolutiva e também no estudo de epistemologia genética. Seus estudos sobre pedagogia revolucionaram a educação, pois derrubou várias visões e teorias tradicionais relacionadas à aprendizagem.

PequisasPiaget fez pesquisas sobre as características do pensamento infantil com crianças francesas e também com deficientes mentais. No ano de 1921 escreveu suas primeiras teorias pedagógicas. Foi diretor do Instituto Jean-JacquesRousseau na Suíça e lecionou psicologia infantil na Universidade de Genebra.


Idéias 
As idéias de Piaget estão presentes em diversos colégios do mundo todo. Suas teorias buscam implantar nos espaços de aprendizagem uma metodologia inovadora que busca formar cidadãos criativos e críticos. De acordo com suas teorias, o professor não deve apenas ensinar, mas sim e antes de tudo, orientar os educandos no caminho da aprendizagem autônoma.


Principais livros de Piaget :

A Linguagem e o Pensamento na Criança (1923)- O Juízo e o Raciocínio na Criança (1924).


Frases de Piaget
"O principal objetivo da educação é criar indivíduos capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram."



 TEORIA DE PIAGET

 Vem de Piaget a idéia de que o aprendizado é construido pelo aluno e é a sua teoria da Epistemologia Genética que  dá início ao construtivismo.
Epistemologia genética:É o estudo dos mecanismos do aumento do conhecimento.
Construtivismo:Metodo pelo qual a criança constrói o saber através da experiência.
         1.3 FUNÇÃO DO PROFESSOR SEGUNDO A TEORIA DE JEAN PIAGET
Mediar o conhecimento provocando a atividade e estimulando a procura do mesmo.

         2 EDUCAR
É adaptar o indivíduo ao meio socio ambiente,utilizando as tendências próprias da infãncia,como também as atividades espontâneas inerentes ao desevolvimeto mental.
         2.1DIFERÊNÇAS ENTRE A EDUCAÇÃO MODERNA E A EDUCAÇÃO TRADICIONAL:
     ___A educação tradicional impõe o conhecimento ao aluno fazendo-o trabalhar,enquanto a educação moderna utiliza a atividade real e o trabalho espontâneo,tendo como base a necessidade e o interesse da criança.
     ___Para a aprendizagem tradicional,a criança é capaz de agir sem motivo,de aprender apenas porque lhe é exigido que aprenda,no entanto, nao ensino moderno elas precisam sentir necessidade de aprender e ser estimulada por móveis autonomos,pois só asisim dará pleno rendimento.


 3 INFÂNCIA
Período de adaptação (equilíbrio) progressiva da criança ao meio físico e social por meio da assimilação(adaptação do mundo exterior ao eu) e acomodação(adaptação do eu ao mundo eterior)gerando uma interação ente sujeito e objeto, de acordo com evolução biológica e psicológica de cada indivíduo

O jogo
São assimilações do real as atividades próprias, constituindo então um exercício preparatorio útil ao desenvolvimento físico por desenvolver na criança,a percepção,a inteligência,tendência a experiência instintos sociais.
 CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS
          ____JOGOS SENSÓRIO MOTORES:São aqueles em que a criança observa e procura aprender o que vê,como,balançar,sacudir esfregar,bater palmas,etc.Geralmente realizados através das brincadeiras.



           ____JOGOS DE SIMBOLISMO:São aqueles onde a criança adapta o seu eu ao mundo real, desenvolvendo o pensamento racional e individual por meio de situações concretas.

Provas operatórias:


A intenção desta sessão é mostrar as provas e suas modificações para aqueles que estão iniciando na psicopedagogia. Não nos cabe aqui detalhar como a prova é aplicada, devendo o estudante buscar em livros como os de Jorge Visca ou Piaget o procedimento para aplicação das mesmas.

1. PROVAS DE CONSERVAÇÃO:
    1.1.  Conservação da quantidade de matéria
Materiais:

- 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4 cm de diâmetro.

Obs.: É interessante que escolha cores correspondentes a substâncias comestíveis.

Igualdade inicial:
Modificação do elemento experimental (achatamento)
Modificação do elemento experimental (alargamento)
Modificação do elemento experimental (partição)


  
 1.2.  Conservação de quantidade de líquidos
Materiais:

- 2 vasos iguais A1 e A2
- 1 vaso mais fino e alto B
- 1 vaso mais largo e baixo C
- 4 vasinhos iguais D1, D2, D3, D4
- 2 copos contendo líquidos de cores diferentes





Igualdade inicial:

Primeira modificação:
Segunda modificação 
Terceira modificação :
   
1.3.  Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos
Materiais:

- 10 fichas vermelhas
- 10 fichas azuis
cada um com 2 cm de diâmetro

  
Igualdade inicial:
Correspondência termo a termo:
Primeira modificação espacial:
Segunda modificação espacial:
Terceira modificação espacial:

1.4.  Conservação de superfície
Materiais:

- 2 folhas de cartolina verde ou papel E.V.A. (20x25)
- 12 quadrados de cartolina ou E.V.A. na cor vermelha com cerca de 4 cm de lado
- 1 vaquinha

Igualdade inicial:
Perguntas iniciais
Perguntas iniciais
Retorno empírico
Primeira modificação espacial:
Segunda modificação espacial
Outra modificação espacial sugerida
Terceira modificação espacial

1.5.  Conservação de volume
Materiais:

- 2 vasos iguais
- 2 massas de modelar de cores diferentes
- 2 copos contendo líquidos de cores diferentes











Igualdade inicial:
Modificação do elemento experimental (achatamento)
Modificação do elemento experimental (alargamento)
Modificação do elemento experimental (partição)
 


1.6.  Conservação de peso
Materiais:

- 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4 cm de diâmetro.
- 1 balança com dois pratos cuja leitura seja pela posição dos braços.

Igualdade inicial:
Modificação
do elemento experimental (alargamento)
Modificação do elemento experimental
(achatamento)
Modificação do elemento experimental (partição)




1.7  Conservação de comprimento
Materiais:

- 1 corrente ou barbante de aproximadamente 10 cm
- 1 corrente ou barbante de aproximadamente 15 cm



Apresentação das correntes. Perguntas iniciais
Primeira situação
Segunda situação


  2. PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO: 

2.1.  Mudança de critério  -  Dicotomia 
Materiais:

- 5 círculos vermelhos  de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 círculos vermelhos de 5 cm de diâmetro.
- 5 círculos azuis de 5 cm de diâmetro.
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado.
- 5 quadrados azuis de 2,5 cm de lado.
- 5 quadrados vermelhos de 5 cm de lado.
- 5 quadrados azuis de 5 cm de lado.
- 2 caixas planas de mais ou menos 4 a 5 cm de altura e uns 12 cm de lado.
Material






Classificação por cores sem caixa







Classificação por cores usando a caixa
Classificação por formas usando a caixa
Classificação por tamanho usando a caixa


2.2.  Quantificação de Inclusão de classes

Materiais:

Com flores:
- 10 margaridas
- 3 rosas vermelhas

Com animais
- 10 coelhos ou outra espécie
- 3 camelos ou outra espécie

Pode-se fazer também com:
- 10 carros
- 3 ônibus


2.3.  Intersecção de classes

Materiais:

- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro
- 5 círculos vermelhos também de 2,5 cm de diâmetro
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado
- 1 folha de cartolina ou papel E.V.A. com dois círculos em intersecção, sendo que um preto  e outro amarelo. 
Obs.: os 5 círculos devem poder entrar na intersecção.



3.  SERIAÇÃO


3.1.  Seriação de palitos
Materiais:

- 10 palitos com aproximadamente 1 cm de largura com uma diferença de 0,6 mm de altura entre um e outro, sendo que o primeiro tem aproximadamente 11,5 cm.





4.  PROVAS OPERATÓRIAS PARA O PENSAMENTO FORMAL


4.1.  Combinação de fichas
Materiais:

- 6 fichas de diferentes cores com 2,5 cm de diâmetro cada uma.




4.1.  Permutação de fichas
Materiais:

- 4 fichas de diferentes cores com 2,5 cm de diâmetro cada uma.





4.2.  Predição

Materiais:

- 17 fichas verdes
- 10 fichas amarelas
- 6 fichas lilases
- 1 ficha branca
- 1 saco de pano




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A inteligência 
Para a psicologia clássica, a inteligência era concebida seja como uma faculdade dada de uma vez por todas e suscetível de conhecer o real, seja como um sistema de associações mecanicamente adquiridas sob a pressão das coisas. O estudo do aparecimento da inteligência no decorrer do primeiro ano parece indicar que o funcionamento intelectual não procede nem por tateamento nem por uma estruturação que implica ao mesmo tempo em formas elaboradas . Assim concebida, a inteligência infantil não poderia ser tratada, muito menos que a inteligência adulta, por métodos pedagógicos de pura receptividade.
Quando a escola ativa exige que o esforço do aluno venha dele mesmo sem ser imposto, e que sua inteligência trabalhe sem receber conhecimentos ja todos preparados de fora, ela pede simplesmente que seja respeitadas as leis de toda inteligência.
A educação tradicional sempre tratou a criança como um pequeno adulto, um ser que pensa e raciocina como nós mas desprovido simplesmente de conhecimentos e de experiências. Nesse caso, a criança seria um adulto ignorante pois a tarefa do educador não era formar o pensamento,mas sim equipá-lo.
Mas é importante ressaltar que a escola moderna deve respeitar o pensamento da criança e deixá-la desenvolver seu trabalho para assim desenvolver também seu raciocínio e suas habilidades como mostra o exemplo a seguir retirado de uma escola piagetiana: 

  






Lógica do adulto, lógica da criança.
Piaget desenvolveu diversos campos de estudo científico: a psicologia do desenvolvimento, a teoria cognitiva e o que veio a ser chamado de epistemologia genética.
A essesncia do trabalho de Piaget ensina que ao observarmos cuidadosamente a maneira com que o conhecimento se desenvolve nas crianças, podemos entender melhor a natureza do conhecimento humano. Piaget formulou sua teoria de que o conhecimento evolui progressivamente por meio de estrutura de raciocínio que substituem umas as outras através de estágios. Isto significa que a lógica e formas de pensar de uma criança são completamente diferentes da lógica dos adultos. Ele acredita que há uma diferença qualitativa na inteligência das crianças em comparação com as crianças maiores.
Em seu trabalho, Piaget identifica os quatro estágios de evolução mental da criança.
São eles: Sensório motor, que vai do nascimento até o 18º mes. A criança na fase inicial adquiri o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas. 
Pré operatório, que vai do 18º mes aos 8 anos, a criança busca adquirir a habilidade verbal. Nesse estágio, ja consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue coordenar operações fundamentais.
Operatório concreto que vai dos 8 aos 12 anos de vida, a criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos.
                           
Operatório formal desenvolvido a partir dos 12 anos,a criança inicia sua transição para o modo adulto de pensar.

Em seus estudos sobre crianças Jean Piaget descobriu que elas não raciocinam como os adultos. Esta descoberta o levou a recomendar aos adultos que adotassem uma abordagem educacional diferente de lidar com as crianças. Ele modificou a teoria pedagógica tradicional que, até então, afirmava que a mente de uma criança era vazia , esperando ser preenchida pelo conhecimento.

 Os estágios do desenvolvimento infantil.
A evolução do ser humano passa por um processo de desenvolvimento físico e mental, transformando nossa vida em ciclos, desde a fase da criança num ser adulto. Para entender melhor como funciona esse processo, precisamos compreender um mecanismo simples: o desenvolvimento do espírito.
Nosso ciclo de vida inicia-se através da infância e termina na fase adulta,suponhamos que toda essa evolução do ser se reflita em um pensamento individual, bem como o nosso desenvolvimento, seja comparável a uma embriologia regulada hereditariamente; as conseqüências disso seriam incalculáveis para a educação: o professor sofreria um desgaste desnecessário uma vez que ele remetesse em acelerar o processo de desenvolvimento de seus alunos, seria mais viável encontrar os conhecimentos específicos a cada estágio e apresentá-los de maneira assimilável para a estrutura mental do nível considerado. 
Cada ser compreende o seu estado físico e mental ao longo das fases da vida, a criança, por exemplo, começa a andar e a compreender as coisas no momento certo. Entretanto, esse mecanismo poderia ser adiantado, uma vez que sua estrutura ofereça condições.

 Embora, é de se pensar que o desenvolvimento da razão não dependa unicamente da experiência do indivíduo e das influências do meio físico e social, a escola poderia muito bem servir de ponte para a aceleração dos conhecimentos estruturais e físicos da criança ja para a fase adulta. A vida escolar influencia de forma sistemática o crescimento psíquico e, por seguinte remete ao afastamento as interpretações muito aventureiras.
O desenvolvimento intelectual da criança por sua vez foi concebido como conseqüência da experiência  Segunda Mrs. Isaacs, digna herdeira a este respeito do empirismo inglês a estrutura mental da realidade - a criança é impelida por suas próprias tendências a organizar sem cessar experiências e a guardar seus resultados em vista de suas tentativas anteriores.
É de se levar em consideração todos os estudos realizados a fim de detectar o melhor método de desenvolvimento da criança. As escolas que obtiveram exito com maior durabilidade ainda demonstram dúvidas quanto ao ponto de partida da escola ativa de amanhã, elas apostam na doutrina do justo meio, dando lugar de um lado à maturação estrutural e de outro às influencias da experiência e do meio social e físico. 
Isso tudo difere a escola tradicional, que não acredita na existência do primeiro desses fatores, identificando desde o início a criança ao adulto, esses métodos consideram os estágios de desenvolvimento, mas, ao contrário das teorias baseadas na noção de uma maturação puramente hereditária, acreditam na possibilidade de agir sobre essa evolução. 

O valor dos estágios em pedagogia.

Cada criança tem uma reação diferente a um determinado assunto. Desde o seu nascimento até a idade adulta ela vai criando várias concepções adequando e adaptando os seus aprendizados de acordo com o seu ambiente familiar e escolar onde todo esse processo é chamado de maturação do indivíduo.
As crianças passam de um nível de conhecimento simples a outro mais complexo. 
Para  Jean Piaget, o indivíduo precisa estar em constante processo de aprendizagem mesmo que em alguns momentos alguma situação o desmotive, ele tem que fazer um esforço tremendo e superar os obstáculos tendo que estar sempre envolvido socialmente onde, a partir do momento em que se forma um grupo, um deve estar ajudando o outro.
Para a pedagogia, não existe nada mais frustrante do que um aluno não participativo. Ele precisa estar sempre ativo e ampliando seus conhecimentos, pois a vida social tem que ter sempre uma compreensão mútua partindo da construção da sua personalidade.       


Os efeitos do egocentrismo inicial.

  
O egocentrismo manifesta-se, primeiramente com seus efeitos, nos primeiros estágios da infância. Nas crianças entre 3 e 8 anos, distinguiu-se um comportamento comum de individualização e independência. Elas não conseguem interagir entre o grupo, cada um é por si.
Numa brincadeira coletiva, cada criança aplica regras à sua maneira, não aceitando perder e todos ganham ao mesmo tempo. A criança acha que o mundo funciona e existe em função dela, sua percepção de universo e limitada, e acaba fazendo de tudo para chamar a atenção. Nessa primeira fase, a maior dificuldade dessas crianças é no que se diz respeito à interação com grupos maiores ( com mais de 5 pessoas), buscam ao contrário, o convívio com grupinhos menores ( 2  a 3 pessoas).
Portanto, ao passo que a criança cresce, acaba desenvolvendo uma capacidade maior de integração e de relacionamento: adquire mais facilmente ao trabalhar em grupo, dividir tarefas e respeitar o próximo. 

Os processos de socialização.
A criança continua com o comportamento egocêntrico na medida em que não esta a realidade social à sua volta. É como se ela fosse um peixe fora d'água e surge então, um grande desafio para pais e educadores: o processo da socialização
A socialização é o processo de inserção do indivíduo num meio e sua capacidade de se relacionar com outras pessoas semelhantes ( crianças). A escola tem fundamental importância nessa etapa pois pode oferecer ao aluno o incentivo do professor e a colaboração das próprias crianças. Nesse sentido, a relação entre a criança e o adulto caracteriza-se como uma mistura de medo e de afeição: o respeito que resulta na obediência e no cumprimento de ordens por parte da criança. 
Porém, a inserção à vida social, poderá ser observada em dois aspectos: a relação entre a criança e o adulto (professor) e a relação entre a criança e os outros coleguinhas (alunos). Essas duas realidades tem igual importância no desenvolvimento da socialização, pois estimula um comportamento pré- estabelecido para o superior adulto e para o convívio com as outras crianças.







Referencias Bibliográficas

Piaget, Jean. Psicologia e Pedagogia. Tradução: Dirceu Accioly Lindoso e Rosa Maria Ribeiro da Silva. Revisão: Paulo Guimarães do Couto. 4ª ed. - Forense - Universitária, Rio de Janeiro, 1976.

Bibliografia Suplementar:
Revista Nova Escola: Grandes Pensadores, ed. especial nº 25, abril, São Paulo, 2009.

Agradecimentos
Às coordenadoras dos Colégios Jean e Petit Piaget, Ana e Meire pela colaboração para elaboração do nosso trabalho.

Aos professores Marcos Eduardo e Adriano pela paciência.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Celestin Frenet

Cronologia de Célestin Freinet: 






      1896
       - Célestin Freinet nasce em Gars, no sul da França, na região de Provença, em 15 de outubro. 
       - Na adolescência mudou-se para Nice onde iniciou o Curso de Magistério 


      1914\1918

       - Na I Guerra Mundial Freinet interrompe seus estudos e alista-se no exército.        

      1920

       - Freinet inicia em Bar-Surloup suas atividades como professor-adjunto sem ainda ter concluído o Curso Normal. 

      1921\1924

       - Através do sensível contato com os alunos começa as descobertas essencialmente práticas que    originaram as atividades voltadas para o interesse das crianças. 

       - Também trabalha com os aldeões e forma uma Cooperativa de Trabalho. 

       - Começam as primeiras correspondências entre as escolas. 

      1926\1928

       - Conhece Elise, artista plástica, que chega para trabalhar como sua colaboradora. 

       - Casa-se com Elise e edita o livro A Imprensa na Escola. Criou a revista "La Gerbe" (O Ramalhete), com poemas infantis. 

       - Fundou a Cooperativa de Ensino Leigo. 

      1933\1939

       - Em função da intensa correspondência decorrente das atividades realizadas na Escola e na Cooperativa acabaram por gerar desconfiança e hostilidades. 

       - Freinet é exonerado do cargo de professor em Sant Paul de Vence. 

       - Freinet e Elise continuam trabalhando na Cooperativa. 
       - A escola de Freinet é oficialmente aberta. 
       - Freinet e Romain Roland lançam a idéia do movimento Frente da Infância. 
       - Começa a II Guerra Mundial. 

      1940

       - Freinet é preso no campo de concentração de Var. 

       - Fica gravemente doente e na prisão dá aula para os seus companheiros. 

       - Enquanto isso Elise luta pela sua libertação. 
       - Após ser solto Freinet se integra ao Movimento da Resistência Francesa. 

      1947\1948

       - É criado o ICEM. A Cooperativa já reunia 20 mil participantes. 

      1956

       - Preocupados com o excesso de crianças em sala de aula lançam uma campanha nacional por 25 alunos por classe. 

      1966
       - Freinet morre na cidade de Vence, na França. 


A PEDAGOGIA FREINET É CENTRALIZADA NA CRIANÇA E BASEADA SOBRE ALGUNS PRINCÍPIOS:


    

       
- senso de responsabilidade
       - senso cooperativo
       - sociabilidade
       - julgamento pessoal
       - autonomia
       - expressão
       - criatividade
                                                                - comunicação
                                                               - reflexão individual e coletiva
                                                               - afetividade 
Técnicas Freinet

       Aula passeio 

      Texto livre 

      Imprensa escolar 

     Correção 
     Livro da vida 
     Fichário de consulta 
    Plano de Trabalho 
    Correspondência interescolar 
    Auto-avaliação




Aula Passeio
        Por acreditar que o interesse da criança não estava na escola e sim fora dela, Freinet idealizou esta atividade com o objetivo de trazer motivação, ação e vida para a escola. 
Texto Livre

       É a base da livre expressão, pode ser um desenho, um poema ou pintura. A criança determina a forma, o tema e o tempo para sua realização. Porém se a criança desejar que seu texto seja divulgado deverá passar pela correção coletiva. 


Imprensa Escolar
       Seu ponto de partida são as entrevistas, pesquisas, vivências e aulas-passeio. Freinet usava o tipógrafo. Todo processo de construção e impressão é coletivo. 
Correção
       Para o texto ser divulgado é necessário que esteja perfeito e a correção é fundamental. Ela pode ser feita coletivamente, ou em auto-correção. Freinet acredita que o "erro" deva ser trabalhado com a criança para que ela perceba e faça o acerto. 
Livro da Vida
       Funciona como um diário da classe, registrando a livre expressão (texto, desenho e pintura). Esta atividade permite que as crianças exponham seus diferentes modos de ver a aula e a vida. 
Fichário de Consulta
       Põe a disposição da criança exercícios destinados à aquisição dos mecanismos do cálculo, ortografia, gramática, história, ciências etc. São construídas em sala de aula pelos professores na interação com a turma. Freinet criticava duramente os livros didáticos fora da realidade da criança. 
Plano de Trabalho
       Tendo o currículo escolar como ponto de partida, os grupos de alunos se organizavam para escolher as estratégias de desenvolvimento das atividades que podiam ser realizadas em grupos, duplas, ou individualmente. Para registro do plano são elaboradas fichas onde são anotadas as realizações da semana. 
Correspondência Interescolar
       É uma atividade em que a criança faz a aprendizagem da vida coooperativa, uma classe se corresponde com a outra. Depois dos professores terem se comunicado e organizado a forma. Podem enviar: cartas, textos, fitas, vídeos, desenhos e e-mail. 
Auto-Avaliação
       A criança registra o resultado do seu trabalho em fichas de auto-avaliação que permitem constantes comparações entre os trabalhos realizados. Segundo Freinet o aluno e o professor devem se avaliar regularmente. 

Pedagogia do Bom Senso Capítulo  2 – “Fazer brilhar o sol”
  
Os aventureiros do Kon-Tiki/ O cavalo que não está com sede.

Deduzimos que é um professor (a) que está aconselhando a um camponês, a desistir de reconstruir o muro dos seus olivais, ele compara a insistência do camponês uma fazenda que há tempo está improdutiva, com as almas penadas que rodeiam os domínios familiares, ou seja, é um passado que não voltará mais.
Enfatiza mais que não adianta ensinar aos alunos, por exemplo: a decorarem tabuada, pois depois surgira a calculadora, não adianta dar aula de caligrafia, se depois  surgira a máquina de escrever, sendo assim até o mais desajeitado e desatento obterá um êxito exemplar.
Ensinamos sabiamente, “aprendam as lições e façam os deveres; assim se tornarão homens.” Porém eles não aprenderam as lições, mas se destacaram em outras virtudes que a escola não soube aproveitar. Às vezes não sabem escrever e redigir tão bem, mas é só pagar um secretário.
Não podemos negar que ficamos presos apenas a ensinar teorias, e com isso não reconhecemos os talentos que aqueles, que não queriam aprender as lições possuem. Eles poderiam ser ciclistas, cantores, ou até homens de negócios, pois seria em alguma dessas áreas que se destacaria e teriam sucesso.
Pode-se dizer que a escola também tem os seus “aventureiros do Kon-Tiki.” Aqueles que lançam os braços para o azul do céu e aqueles que são domesticados e perdem o sentido, como velhos em fim de corrida.
A história do cavalo que não esta com sede, é a historia de um jovem que faz de tudo para o cavalo beber água, mas ele não bebe, pelo simples fato de não estar com sede aquela hora. Como o jovem era novato não saberia que, primeiro o cavalo precisava se refrescar no campo, comer e só então depois teria sede. Uma lição de vida para todos nós: Aquele jovem que tentou mudar a ordem natural das coisas, e tentou obrigar a beber quem não tinha sede. Nós não podemos ir contra a vontade, igual a ele, não é pela força que se conquista objetivos.
O problema essencial do ensino, não é impor o conteúdo, mas como fazer a criança sentir sede dele.

O cavalo não esta com sede: então troquem a água do tanque/ Fazer a criança sentir sede

Essa história usada pelo autor mostra a grande importância em não impor ou transpor a sua ânsia, o seu querer para a criança. Não é porque você quer que a criança aprenda ou se interesse pela atividade passada que ela assim o fará. Se não houver a vontade, o interesse natural da criança ela será como o cavalo que não tem sede, mesmo o jovem querendo que ele beba a água, ou a mãe galinha que mesmo sem fome a criança tem que comer para satisfazer a sua vontade.
O ser humano precisa de cuidado durante vários anos para sobreviver, ele só não é capaz de garantir a satisfação de suas necessidades básicas. Suas vontades, seus interesses, seus desejos vão surgindo naturalmente isso só depende dos estímulos que se da ao longo dos tempos a criança.
Suscitar o interesse para que o aluno tenha por si só a vontade em querer saber, aprender, e descobrir o novo é o mesmo que provocar a sede e a vontade de comer.
Caso não haja a sede do conhecimento, todo esforço, toda sabedoria, por nós educadores adquiridos seria em vão, como falar (usar o som) com o surdo.
Bom lembrar que a insistência e autoridade bruta podem causar aversão ao ensino
Na pratica um o trabalho da pedagogia de Freinet pode presenciar um dos direitos do ser humano que é o de ser respeitado e valorizado. O direito de desenvolver a capacidade criativa e imaginativa que cada pessoa tem dentro de si. Geralmente as crianças que crescem sob essa pedagogia são mais criativas e ousadas, do que aquelas que são educadas sem que seus direitos humanos sejam respeitados
  
Em primeiro lugar fazer jorrar a fonte/ Voltar ao seu ritmo

Os pedagogos têm dificuldade de ensinar a criança e seguem pelo caminho mais fácil. Após cavar o poço e não encher de conhecimento, a vontade da criança é tão fraca e pouca quanto a água fraca que brota no poço e que mal pode ajudar uma planta brotar.
Ensinam a cavar o poço no lugar mais fácil onde a água não consegue chegar ao invés de ensinarem a criança a cavar o poço desde o inicio da nascente e assim ele se encheria de água  saudável. A criança que tem um bom pedagogo com certeza não terá dificuldades no aprendizado, e regará varias plantas com água pura, e assim levar o conhecimento por toda a vida. Como eles aprenderam se for o caso de um dia ensinarem, usaram com a mesma qualidade que receberam um dia de seus pedagogos. Isso é como cavar um poço no lugar certo, para se ter sempre água saudável.
O controle esta nas mãos de quem ensina, mas se não tiver esforço para ele ser bem usado, usado para guiar as crianças que tem sim vontade própria. Elas são iguais motores, tem que funcionar todos os dias, se não enferruja e pára no tempo.  Ao passar do tempo ficam como um motor enferrujado que ao pensarem, não conseguem concluir o pensamento. Não sai do lugar como o carro o qual não usaram o motor. Mas com o bom uso do controle, isso não acontece, é só elas acreditarem em si mesmo, venceram os obstáculos sem muitos esforços.

Um nada que é tudo/ Esqueceram a maçã/ A vida: prepara-se para a vida

Trabalhar em equipe sem pressão trocando experiências, com liberdade e determinação é o que todos nós precisamos para ter um bom rendimento e aprendizado natural.
É exatamente isso que nós educadores precisamos incentivar, dar aos alunos liberdade de expressão, uma palavra de incentivo, uma perceptiva para poder ultrapassar suas barreiras e limitações.
Se conseguir transformar sua sala de aula num espaço, em que os alunos trabalhem em equipe, onde uns aprendem com os outros, nos erros e nos acertos, conseguirá transmitir a esses alunos a segurança de resolver suas dificuldades, dando condições que eles percebam que terão forças para chegar a suas metas com determinação e garra.
Devemos educar nossas crianças para que elas vejam a beleza do mundo, a importância do estudar e do conhecer. Mesmo que a realidade esteja cheia de musgos, e haja pedras, lamas o estudar e o conhecer lhe darão discernimento em seu caminho e preparo para um futuro mais seguro.
Cair, ralar o joelho, brincar se sujar são fatores importantes para o desenvolvimento de uma criança sadia. São nos primeiros passos que aprendemos as primeiras dificuldades da vida.
É caindo que aprender a levantar e continuar andando, é errando que aprende a acertar. A proteção exagerada é inútil aos filhos, não se pode conhecer o sabor de alguma comida por foto ilustrativa. Como o brigadeiro, a criança só saberá seu verdadeiro sabor no dia em que se lambuzar e sentir que realmente é doce. Assim é a vida, temos que experimentar o doce, o salgado, o quente o frio. Se impedirmos elas de caírem e se ralarem, de tropeçar, também estaremos impedindo seu desenvolvimento, e certamente num futuro próximo por ter sido impedida de sofrer o necessário, ela sofrera muito, mais do que uma criança que teve sua liberdade para conhecer seus próprios limites. 

Nosso laboratório é a criança/ Sejam humanos

Como pedagogos, é pouco só ensinar, avaliar e assim se passar todo conteúdo escolar.
Não basta acompanhar do lado de fora, o desenvolvimento de uma criança, ou deixar que as fases passem despercebidas. Mais do que ensinar, deve-se entrar no mundo da criança, reviver a sua própria infância ao invés de tentar esquecer. Só assim, nos daremos conta de cada particularidade que teremos em comum.   



Indicações Bibliográficas:
 __BERNARD, Eliade. A escola aberta: Freinet no secundário. Lisboa: Horizonte, 1978. 

__  FREINET, Célestin. A educação pelo trabalho. Lisboa: Presença, 1974.

__. A saúde mental da criança. Lisboa: Edições 70, 1978. 
__. As técnicas Freinet da escola moderna. Lisboa: Estampa, 1975. 

__. Conselho aos pais. Lisboa: Estampa, 1975. 

__. Ensaio de psicologia sensível. Lisboa: Presença, 1976. 

_. O jornal escolar. Lisboa: Estampa, 1976. 

__. O método natural. Lisboa: Estampa, 1977. 
__. O método natural de gramática. Lisboa: Dinalivro, 1978. 

__. Para uma escola do povo. Lisboa: Presença, 1973. 

_. Pedagogia do bom-senso. São Paulo: Martins Fontes, 1985. 

_. Texto livre. Lisboa: Dinalivro, 1973. 

FREINET, Celestin, BALESSE, L.. A leitura pela imprensa na escola. Lisboa: Dinalivro, 1977. 
FREINET, Celestin, SALENGROS, R.. Modernizar a escola. Lisboa: Dinalivro, 1977. 

FREINET, Elise. O itinerário de Célestin Freinet: a livre expressão na pedagogia de Freinet. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979. 
__. Nascimento de uma pedagogia popular. Lisboa: Estampa, 1978.
SAMPAIO, Rosa Maria Whitaker Ferreira. Freinet: evolução histórica e atualidades. São Paulo: Scipione, 1989.